A comunicação resgatando valores.
[info]liliamarcondes

    A história e o trabalho de uma ONG que, com a comunicação, ajudou na recuperação de um dos bairros mais violentos da capital paulista e de seus moradores.


         Há alguns anos atrás, o Jardim Ângela era o bairro mais temido e evitado da grande São Paulo, com índices altíssimos de criminalidade e considerada pela Organização das Nações Unidas como a região urbana mais violenta do mundo.

         No entanto, ações da comunidade em conjunto com a polícia e entidades governamentais ajudaram a mudar o quadro de horror que cercava o distrito situado na Zona Sul da capital paulistana.

         Um dos responsáveis por essa mudança radical que resultou em uma drástica redução nos índices de criminalidade da região foi a ONG “Papel Jornal”, uma organização não-governamental brasileira sem fins lucrativos criada em 1999, com o intuito de capacitar jovens moradores do Jardim Ângela a escrever e montar um jornal que compreendesse a periferia de São Paulo a partir do ponto de vista dos moradores que lidavam com essa realidade.

         Jornalistas e educadores envolvidos no projeto depararam com diversas dificuldades e dúvidas profissionais e pessoas durante o percurso do “Papel Jornal”. As diferenças eram muitas e muito grandes e, assim, acabavam influenciando na aproximação e rendimento da relação “aluno x educador”. Trabalhar a auto estima de um jovem de periferia foi um dos principais aspectos a serem tratados com extrema cautela e paciência.

         A ONG cresceu e hoje é um sucesso e motivo de orgulho para muitas pessoas. Com cerca de dez profissionais de diversas áreas da comunicação envolvidos, proporciona oficinas de texto, reportagem, fotografia, design gráfico e até mesmo aulas de cidadania. O mais conhecido entre os projetos realizados é o “Jornal Becos e Vielas Z/S - A voz da Periferia” que tem cerca de 4 exemplares por ano e, assim como os outros, é distribuído gratuitamente pelas redondezas da Zona Sul.

         A ONG “Papel Jornal” tem parcerias importantes, como o do PAC (Programa de Ação Cultural) inserida na Secretaria de Estado da Cultura pelo Governo do Estado de São Paulo e conta também com o apoio da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A entidade ensina os jovens a serem cidadãos melhores e melhor preparados para o mundo e a vida na cidade grande. Com exemplos e força de vontade, o trabalho de equipe desenvolve a ética, os valores dos jovens e suas famílias, o respeito e preza pela democracia, sempre.
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O espelho no divã.
[info]liliamarcondes

              Com estréia marcada para o dia 17 de abril, o mais novo filme nacional “Divã” promete conquistar a empatia do público e dos amantes do cinema brasileiro.


              No próximo dia 17, o filme “Divã”, que conta com um elenco requisitado, estréia nas salas de cinema de todo o país. O filme conta a história de uma professora de matemática, vivida por Lília Cabral, que decide começar uma terapia.  Em suas sessões, a personagem conta fatos importantes de sua vida pessoal e discute consigo mesma as situações vividas e as lições aprendidas ao mesmo tempo em que desabafa suas mágoas e infelicidades.

         O filme, dirigido por José Alvarenga Jr. e com a produção da Brazucah, retrata a dura realidade da infidelidade, as dificuldades de um casamento, o distanciamento dos filhos com o envelhecimento, a amizade verdadeira, a dor de uma perda e todas as fortes emoções que estão presentes na vida de qualquer ser humano.

          Protagonizado por Mercedes, o longa metragem mostra o lado feminino de cada experiência, o poder da intuição de uma mulher, os obstáculos que surgem por conta do envelhecimento e a força que nasce de tudo isso.

          Inspirado na obra literária de mesmo nome, da autora Martha Medeiros, o roteirista Marcelo Saback expõe duras realidades da vida. Mostra que o medo de ser feliz pode ser a causa de muitos transtornos e de muitas frustrações, mas a falta de definição da vida pode tirar pessoas da monotonia e até mesmo transformá-las em aspectos positivos.

 Cartaz do filme.
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